Hyper Light Drifter (19/01/2019)
Desde 2017 eu já tinha esse jogo na minha conta da Steam, mas por algum motivo fui adiantando , adiantando a jogatina dele até esquecer um pouco do jogo. Porém, resolvi não comprar nada na última summer sale da steam (2018), então resolvi jogar algo que eu tinha comprado mas não tinha havia jogado ainda. E HLD foi a escolha mais óbvia possível.
O jogo tem uma estrutura bem simples: ir em cada uma das quatro áreas > levantar alguns pilares > matar o boss da área em questão. Também é possível ir colhendo alguns itens no caminho que podem te ajudar a restaurar sua vida, chaves pra desbloquear portas, bits amarelos que são usados pra upgrades na sua arma, dash, espada, aumentar a quantidade de expansões de vida que pode carregar, ou pra comprar uma bomba, todos te ajudando no combate.
O combate funciona bem, mas em alguns momentos a hitbox da espada me parecia estranha e não acertava direito os inimigos, principalmente ao experimentar o spin attack pela primeira vez, mas dá pra se acostumar e tentar ser mais preciso. E de início achava a arma muito inútil por conta dos disparos serem muito desviados um dos outros e não percorrendo uma linha reta, mas com os upgrades acabei a utilizando muito mais e passou a ser essencial nos bosses, ao menos pra mim. Porém no decorrer do jogo é possível se sentir entediado com o combate, visto que grande parte dos inimigos são reutilizados em todas as quatro áreas, possuindo alguns poucos inimigos mais originais.
A trilha sonora é muito boa mas ainda me deixou meio dividido em alguns momentos. Tendo jogado FEZ no fim de Dezembro, senti que grande parte da OST é muito derivada do jogo. Tecnicamente isso não pode de forma alguma ser um ponto negativo, visto que é o estilo do compositor que trabalhou nos dois jogos, mas eu não posso esconder que fiquei incomodado em alguns momentos. Mas no geral ela é muito bem trabalhada, transmite uma ambiência muito boa, principalmente na área central onde era possível pela música notar a melancolia que está presente na cidade. Outra música que chamou minha atenção foi a da área aquática, que estranhamente conseguiu ser uma que realmente me fez pensar "nossa, que ambiência legal", foi uma das mais marcantes e uma das poucas que realmente conseguiu prender minha atenção por alguns momentos.
A exploração que o jogo possui é muito boa. Explorar cada uma das quatro áreas do jogo em busca de "dungeons" secretos, chaves, coletáveis amarelos, ou até mesmo pacotes de vida são muito recompensadores de se encontrar. Mesmo que eu não sentisse uma necessidade muito grande em usar muito dos meus coletáveis amarelos pra trocá-los por upgrades no hub central (principalmente no fim do jogo), ainda me sentia bem ao encontrá-los, já que o jogo os utiliza como principal recompensa pra algumas boas observações de dicas que o podem levar a alguma área secreta.
Mas o jogo definitivamente não dá a menor importância pra uma exposição mais direta da história que o jogo possui. E é literalmente assim, não há nenhuma exposição ou algo que mostre pra você no mínimo qual o seu objetivo no jogo. O jogo possui algumas cutscenes em determinados momentos da jogatina, mas pouco contribuem pro real entendimento do plot de uma maneira a entender no mínimo qual o motivo do protagonista estar no mundo, ou qual seu propósito, ou qualquer coisa relacionada. E isso no meu ponto de vista é algo muito negativo, visto que eu quero me sentir imerso no mundo do jogo, que eu consigo sentir a melancolia e a tristeza presentes ali, mas não consigo conectar nenhuma das supostas ""dicas"" que o jogo oferece. Inclusive uma das impressões que eu senti foi de que o escritor do jogo sentiu que teve uma ideia muito legal pra história mas não sentiu necessidade de contar diretamente por puro egoísmo e querer manter o significado dela pra si próprio. Não necessariamente é a verdade, mas é o que senti e que veio na minha cabeça.
Achei um jogo muito bom, de verdade. Achei que gostaria menos depois que li impressões um pouco mais negativas, como as de que o jogo é repetitivo, da música que é atmosférica e esquecível demais, de que o plot é confuso desnecessariamente, bosses muito injustos e dificuldade desbalanceada, mas não senti nada disso exceto o ponto do plot. Gostei muito da exploração e isso ajudou o jogo a não ficar repetitivo pra mim, gostei de grande parte da OST, não tive muito problema com os bosses e com a dificuldade do jogo, tudo foi bem agradável. Todo o estilo visual que o jogo tem, principalmente em áreas onde são mostrados alguns colossos destruídos junto com a natureza do lugar são imensamente bonitos, a ponto onde eu fiquei parado por alguns segundos olhando a ambientação do local.
Mas o plot me deixa muito mais triste e frustrado porque isso é algo comum entre indies mais famosos puramente para parecerem jogos mais complexos em termos de storytelling, tentarem parecerem mais maduros, ou qualquer outro motivo, mas mesmo com qualquer explicação é algo que incomoda demais. Eu quero entender o plot do seu jogo, por favor, não o esconda, eu não tenho curiosidade de decifrar o alfabeto do seu jogo, e provavelmente muitas pessoas não vão ter o tempo pra isso. Poderia ser um dos melhores indies que já joguei, dependendo do rumo que a história tivesse tomado, mas não chegou a esse ponto, infelizmente.
O jogo tem uma estrutura bem simples: ir em cada uma das quatro áreas > levantar alguns pilares > matar o boss da área em questão. Também é possível ir colhendo alguns itens no caminho que podem te ajudar a restaurar sua vida, chaves pra desbloquear portas, bits amarelos que são usados pra upgrades na sua arma, dash, espada, aumentar a quantidade de expansões de vida que pode carregar, ou pra comprar uma bomba, todos te ajudando no combate.
O combate funciona bem, mas em alguns momentos a hitbox da espada me parecia estranha e não acertava direito os inimigos, principalmente ao experimentar o spin attack pela primeira vez, mas dá pra se acostumar e tentar ser mais preciso. E de início achava a arma muito inútil por conta dos disparos serem muito desviados um dos outros e não percorrendo uma linha reta, mas com os upgrades acabei a utilizando muito mais e passou a ser essencial nos bosses, ao menos pra mim. Porém no decorrer do jogo é possível se sentir entediado com o combate, visto que grande parte dos inimigos são reutilizados em todas as quatro áreas, possuindo alguns poucos inimigos mais originais.
A trilha sonora é muito boa mas ainda me deixou meio dividido em alguns momentos. Tendo jogado FEZ no fim de Dezembro, senti que grande parte da OST é muito derivada do jogo. Tecnicamente isso não pode de forma alguma ser um ponto negativo, visto que é o estilo do compositor que trabalhou nos dois jogos, mas eu não posso esconder que fiquei incomodado em alguns momentos. Mas no geral ela é muito bem trabalhada, transmite uma ambiência muito boa, principalmente na área central onde era possível pela música notar a melancolia que está presente na cidade. Outra música que chamou minha atenção foi a da área aquática, que estranhamente conseguiu ser uma que realmente me fez pensar "nossa, que ambiência legal", foi uma das mais marcantes e uma das poucas que realmente conseguiu prender minha atenção por alguns momentos.
A exploração que o jogo possui é muito boa. Explorar cada uma das quatro áreas do jogo em busca de "dungeons" secretos, chaves, coletáveis amarelos, ou até mesmo pacotes de vida são muito recompensadores de se encontrar. Mesmo que eu não sentisse uma necessidade muito grande em usar muito dos meus coletáveis amarelos pra trocá-los por upgrades no hub central (principalmente no fim do jogo), ainda me sentia bem ao encontrá-los, já que o jogo os utiliza como principal recompensa pra algumas boas observações de dicas que o podem levar a alguma área secreta.
Mas o jogo definitivamente não dá a menor importância pra uma exposição mais direta da história que o jogo possui. E é literalmente assim, não há nenhuma exposição ou algo que mostre pra você no mínimo qual o seu objetivo no jogo. O jogo possui algumas cutscenes em determinados momentos da jogatina, mas pouco contribuem pro real entendimento do plot de uma maneira a entender no mínimo qual o motivo do protagonista estar no mundo, ou qual seu propósito, ou qualquer coisa relacionada. E isso no meu ponto de vista é algo muito negativo, visto que eu quero me sentir imerso no mundo do jogo, que eu consigo sentir a melancolia e a tristeza presentes ali, mas não consigo conectar nenhuma das supostas ""dicas"" que o jogo oferece. Inclusive uma das impressões que eu senti foi de que o escritor do jogo sentiu que teve uma ideia muito legal pra história mas não sentiu necessidade de contar diretamente por puro egoísmo e querer manter o significado dela pra si próprio. Não necessariamente é a verdade, mas é o que senti e que veio na minha cabeça.
Achei um jogo muito bom, de verdade. Achei que gostaria menos depois que li impressões um pouco mais negativas, como as de que o jogo é repetitivo, da música que é atmosférica e esquecível demais, de que o plot é confuso desnecessariamente, bosses muito injustos e dificuldade desbalanceada, mas não senti nada disso exceto o ponto do plot. Gostei muito da exploração e isso ajudou o jogo a não ficar repetitivo pra mim, gostei de grande parte da OST, não tive muito problema com os bosses e com a dificuldade do jogo, tudo foi bem agradável. Todo o estilo visual que o jogo tem, principalmente em áreas onde são mostrados alguns colossos destruídos junto com a natureza do lugar são imensamente bonitos, a ponto onde eu fiquei parado por alguns segundos olhando a ambientação do local.
Mas o plot me deixa muito mais triste e frustrado porque isso é algo comum entre indies mais famosos puramente para parecerem jogos mais complexos em termos de storytelling, tentarem parecerem mais maduros, ou qualquer outro motivo, mas mesmo com qualquer explicação é algo que incomoda demais. Eu quero entender o plot do seu jogo, por favor, não o esconda, eu não tenho curiosidade de decifrar o alfabeto do seu jogo, e provavelmente muitas pessoas não vão ter o tempo pra isso. Poderia ser um dos melhores indies que já joguei, dependendo do rumo que a história tivesse tomado, mas não chegou a esse ponto, infelizmente.


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